APMP acompanha iniciativas voltadas à saúde mental no Ministério Público
O Presidente da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP), Fernando da Silva Mattos, e a Diretora de Desenvolvimento Pessoal da entidade, Melissa Cachoni Rodrigues, receberam, nesta quinta-feira (8), a visita da Procuradora de Justiça Mônica Louise de Azevedo, Presidente da Comissão de Prevenção aos Riscos à Saúde Mental do Ministério Público do Paraná (MPPR), e da psicóloga Cecília Eliane Gagetti Duarte.
Durante o encontro, foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pela Comissão, da qual a Diretora Melissa Cachoni também participa como representante da APMP.
Constituída em 2023, a Comissão reúne representantes de diferentes segmentos institucionais e realiza reuniões mensais para discutir e propor medidas voltadas à identificação de fatores de risco e de proteção à saúde mental dos membros e servidores do Ministério Público.
Entre as atividades apresentadas estiveram os resultados da Pesquisa Diagnóstico de Fatores Psicossociais, realizada no final de 2024. O levantamento examinou aspectos da rotina funcional e identificou a sobrecarga de trabalho e o impacto emocional das atividades, especialmente nas áreas criminal, da infância e juventude e de atendimento ao público, entre os fatores que demandam maior atenção. A pesquisa também apontou desafios relacionados à comunicação e às relações profissionais.
Com base nesse diagnóstico, a Comissão vem desenvolvendo iniciativas de prevenção e cuidado, como oficinas sobre gerenciamento do estresse e impacto emocional no trabalho, a publicação do Guia de Saúde Mental: Cuidando de Quem Atende e capacitações voltadas à prevenção de conflitos nas relações profissionais.
Durante a reunião, o Presidente da APMP, Fernando da Silva Mattos, também apresentou a recente criação do Grupo de Trabalho de Saúde Mental da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP). A iniciativa pretende desenvolver um diagnóstico sobre a saúde mental dos integrantes do Ministério Público brasileiro, identificar os principais desafios enfrentados na carreira e contribuir para a construção de propostas em âmbito nacional.
Fernando destacou, ainda, que a promoção da saúde mental exige medidas que ultrapassem o cuidado individual e alcancem as próprias condições de exercício da atividade ministerial. Nesse contexto, salientou a necessidade de enfrentar questões estruturais, especialmente a sobrecarga de trabalho, a elevada responsabilidade funcional e as exigências emocionais inerentes à atuação dos membros do Ministério Público.
Para a APMP, o avanço dessa agenda depende da articulação entre as iniciativas institucionais e associativas, com ações preventivas e medidas concretas que contribuam para condições de trabalho mais saudáveis e para a valorização dos integrantes do Ministério Público.